NETNEWS

Edição de 18/07/96


Telefonia celular é aberta à iniciativa privada

O Senado aprovou nesta tarde por 54 votos a 7 projeto de lei encaminhado pelo governo e alterado na Câmara dos Deputados que abre a concorrência do setor de telefonia celular e de transmissão de dados via satélite à iniciativa privada, inclusive estrangeira. O projeto deverá ser sancionado amanhã pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. O projeto divide o território a ser coberto pela telefonia celular entre 7 e 10 áreas. Elas serão subdivididas entre banda A e banda B. A banda B será aberta à participação do setor privado, de forma a poder competir com a banda A, que será explorada por empresas públicas filiadas ao sistema Telebrás. No futuro, elas deverão também ser privatizadas. O projeto limita nos três primeiros anos a participação do capital estrangeiro em 49%. Os editais de licitação devem ser publicados entre final de agosto e início de setembro.

Fenasoft tem cursos multimídia de informática

A 10ª Fenasoft, feira de informática que vai até o próximo sábado em São Paulo, dedicou espaço não apenas aos feras da computação, mas também à aqueles iniciantes no mundo cibernético. Mesmo com o grande número de livros ilustrados sobre o assunto, o usuário de primeira viagem tem dificuldade diante das explicações. Pensando nisso, a editora Terra está lançando a série Passo a Passo -cursos de informática em CD-ROM. Totalmente multimídia, os tutoriais trazem exercícios práticos, que o proprietário de computador pode fazer em tempo real. Os CDs lançados até agora pela Terra englobam o ``Windows 95'', o editor de textos ``Word 7'', a planilha ``Excel 7'', o banco de dados ``Access 7'' e o programa para apresentações ``PowerPoint 7'' -todos da Microsoft. Também fazem parte da coleção os títulos ``CorelDraw 6.0'', ``ToolBook 3.0'' e um guia para acessar a rede mundial Internet. Os CDs custam R$ 59 (apenas na Fenasoft). Outra empresa especializada em cursos de informática no próprio micro é a MSD. Há títulos -em CD- sobre os programas da Microsoft ``Windows 3.1'', ``Word 6.0'', ``Excel 5.0'', ``Access 2.0'' e ``PowerPoint 4.0'', além de ``CorelDraw 5.0'' e ``WordPerfect 6.0''. No mesmo estande, o usuário pode encontrar os cursos ``Introdução à Microinformática'', ``Windows 95'' e ``Internet''. O preço é R$ 45 cada. Quem ainda não entrou na era da multimídia encontra uma opção de cursos em disquete na May. A empresa comercializa a série Aprendendo, com cinco títulos sobre o assunto. ``Windows 95'', ``Internet'', ``Word 6.0'' e ``Access 2.0'' saem por R$ 33,50. O curso de ``Corel 4.0'' custa R$ 49.

INDICADORES ECONÔMICOS


As cadernetas de poupança com aniversário hoje, 18 de julho, rendem 1,0622%.
Ufir , Unidade Fiscal de Referência, está valendo em julho R$ 0,18.
O salário família é de R$ 7,66 para quem ganha até R$ 287,27 e R$ 0,95 para quem recebe mais de R$ 287,27.


ESPECIAL - ATLANTA

O Homem enxergava muito longe. Lá pelos idos de 1800 já imaginava o esporte como uma forma de aproximar os povos, de superar diferenças raciais, econômicas, sociais. Foi no dia 25 de novembro de 1892 que o barão francês Pierre de Coubertin lançou numa conferência na Sorbone a idéia dos modernos Jogos Olímpicos, hoje o maior evento esportivo do planeta terra. Misturam-se negros e brancos, ricos e pobres, unidos pela força de um movimento que na verdade nasceu muitos anos antes, na Grécia antiga - diz a história que o olimpismo vem dos anos 776 a.C. para agradar aos deuses do Olimpo. O sonho de Coubertin tornou-se realidade a partir de 1896, em Atenas. Cem anos depois, os XXVI Jogos Olímpicos da Era Moderna ganham dimensões extraordinárias. Atlanta espera mais ou menos 10.500 atletas, mais de cinco mil técnicos e dirigentes, além de 14 mil jornalistas e técnicos em comunicação que trabalharão na cobertura do evento. Um total de 1993 medalhas serão distribuídas entre atletas de 26 esportes (37 especialidades). Do contingente de atletas fazem parte 3.700 mulheres, um recorde de participação olímpica feminina - são mais ou menos 600 mulheres a mais que em Barcelona. A grandeza dos Jogos Olímpicos de Atlanta também pode ser medida pelo número de ingressos colocados à venda desde maio do ano passado e cujos preços variam entre US$ 6 e US$ 250. Foram 11 milhões de ingressos, muito mais que os 6,9 milhões de Los Angeles e os 3,7 milhões de Barcelona. O Comitê Olímpico calcula que o evento deste ano custará em torno de 1,5 bilhão de dólares. De acordo com informações oficiais, só na preparação das sedes foram consumidos 470 milhões de dólares. Só a construção do Estádio Olímpico, que tem capacidade para 85 mil pessoas, custou cerca de 170 milhões de dólares. Os Jogos Olímpicos de Atlanta representam para o Brasil alguns desafios importantes. O principal deles talvez seja no futebol masculino. Pois o país do futebol não tem uma "medalhinha de ouro" sequer -apenas duas de prata (1984 e 1988). Mas não é só no futebol masculino que o Brasil tem chances de medalhas em Atlanta. No vôlei de quadra, masculino e feminino, idem. Igualmente vôlei de praia; na natação; no iatismo; no judô; no basquete feminino; no atletismo. O Brasil vai a Atlanta cheio de esperanças de conquistar o maior número de medalhas da sua história olímpica - até hoje, foram 9 medalhas de ouro, 10 de prata e 21 de bronze, num total de 40 medalhas. Que os Deuses do Olimpo nos ajudem.

MULHER
Donas de casa viram a mesa e conquistam mercado

Profissão: dona de casa. A cada dia, menos mulheres se contentam em exercer apenas funções caseiras. As mais versáteis já se adaptaram às mudanças, dando sua contribuição ao comércio. Sem formação universitária, essas mulheres aproveitam as atividades do lar na qual se destacam, transformando-as em fonte de renda. Carentes de um sindicato que as represente, cerca de 25% das mulheres que tomam essa atitude procuram o Serviço de Apoio à Pequena e Média Empresa (Sebrae). De acordo com a coordenadora da agência de atendimento do Sebrae, Verônica Piciura, o negócio que mais se expande entre as ex-donas de casa são os bufês infantis. Habilidade manual, prática na máquina de costura e fogão ou a simples vontade de se realizar numa área profissional, levam as esposas a ingressar o mercado de trabalho artesanal. A maioria conquista a independência financeira e proclama a ascensão dos negócios numa época em que os maridos lamentam a crise. LEIA MAIS
Empresárias caseiras não precisam gastar fortuna com divulgação

Verônica Piciura, coordenadora de atendimento do Sebrae, revela a chave do sucesso de qualquer negócio: ter vocação. "Observo que as pessoas que gostam de seu trabalho e demostram um certo dom para a atividade, raramente têm desgostos no negócio", diz. Se a aptidão é a garantia para uma empresa dar certo, as donas de casa convertidas em micro-empresárias não precisam temer o fracasso. Incentivadas pela família, amigos e até maridos, essas mulheres transformam um dote caseiro, algo que realmente gostam de fazer, em fonte de renda. Diferentemente do mercado que produz em escala industrial, as empreendedoras artesanais não precisam gastar fortunas com publicidade. A propaganda, nesse caso, é a qualidade. Quando aprovado pela clientela, o produto é divulgado tradicionalmente: a clássica fórmula do "boca a boca". Verônica esclarece que a atividade caseira independe do quadro econômico geral. "No negócio artesanal, lidera a competição quem apresenta os melhores preços e satisfaz a clientela", diz. Outro fator importante que pode influenciar na iniciativa da dona de casa é o apoio do marido. "Não é mais possível que o homem carregue todo o orçamento da casa", diz Veronica. "Qualquer contribuição representa um alívio nas despesas caseiras", conta.



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