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Edição de 05/07/96


Brasileiro rejeita políticos e banqueiros

Pesquisa realizada pelo Ibope revela que 52% dos brasileiros consideram que os políticos prejudicam o desenvolvimento do Brasil. A seguir, está o Congresso, com 29%, e os banqueiros, com 23%. Os sindicatos ocupam a quarta colocação, com 14%. A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria. Os setores menos prejudiciais, de acordo com o Ibope, seriam a área industrial, a Igreja Católica, os jornais, rádios e TVs, com 4% cada. A rejeição é maior entre as pessoas mais jovens.
Lei tenta abreviar o caminho da mulher ao poder

As próximas eleições municipais terão cem mil mulheres concorrendo a vagas nas câmaras de vereadores de todo o Brasil. O número de candidatas é pelo menos três vezes maior do que o da eleição de 1992, segundo coordenadores de campanha. O crescimento foi motivado pelo dispositivo da lei eleitoral que obriga os partidos a reservar às mulheres 20% das candidaturas possíveis. O estabelecimento de cotas tem provocado polêmica. Radicalmente contra, a cientista política Maria D'alva Gil Kinzo aponta "falha de princípio" na norma. "Pegar as mulheres a laço apenas para fazer número não é prova de atuação feminina", critica. Em São Paulo, já a candidata Lia Almeida Lemos (PMDB-SP), concorrendo a vereadora pela primeira vez, argumenta que sua candidatura só foi possível com a reserva de vagas. "A obrigatoriedade é constrangedora, mas se é esse o meio que fará a mulher chegar ao poder, então a lei é bem-vinda", defende. No Congresso Nacional, a participação feminina é de apenas 6% do total de parlamentares. "As cotas farão essa situação evoluir em poucos anos para uma divisão mais justa", acredita a deputada federal Marta Suplicy (PT-SP), autora do projeto.
Cai produção de produtos agrícolas


A produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas poderá ser de 72,075 milhões de toneladas este ano, volume 9,19% menor que a obtida no ano passado (79,370 milhões de toneladas). Essas estimativas são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou hoje o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de maio. O Sul, que responde por quase a metade( 47%) da produção nacional de grãos, deverá ter uma queda de 14,27% em relação à safra anterior e o Centro-Oeste, responsável por 24% do total nacional, deverá ter redução de 4,84%. A Região Sudeste, que participa com 16%, pela estimativa do IBGE terá diminuição de 8,37%, e o Norte, com 3% de participação, uma retração de 5,72%. Já o Nordeste, responsável por 10% da produção, deverá ter aumento de 6,51% na safra de grãos.

INDICADORES ECONÔMICOS

O dólar paralelo está cotado a R$1,032
O dólar turismo vale hoje, 05 de julho, R$1,03
As cadernetas de poupança que fazem aniversário nesta sexta-feira rendem 1,1595%



Bancos querem aumentar rentabilidade do FIF

RESUMO - Os bancos deverão reduzir pela metade as taxas de administração dos fundos de investimento financeiro (FIF) de 30 ou 60 dias e buscar um perfil mais agressivo para as carteiras desses fundos, com o objetivo de aumentar sua rentabilidade e enfrentar a pesada concorrência da caderneta de poupança, especialmente a partir de novembro. Com as mudanças no cálculo da TR iniciadas este mês, cujo redutor, aplicado sobre a taxa média dos CDBs, cai de 1,25% este mês para 0,85% em dezembro, a partir de novembro, o rendimento da caderneta tende a equiparar-se ao dos FIFs de 30 dias, se estes fundos não sofrerem mudanças.
MAIS DETALHES - A partir de dezembro, a caderneta deverá render mais que os FIFs de 30 dias e a oferecer remuneração muito próxima da dos FIFs de 60 dias, com a vantagem de segurar o dinheiro por períodos de apenas 30 dias. Walter Brasil, diretor de investimento do Banco Real de Investimentos, não acredita que os FIFs de 30 dias vão desaparecer por causa da maior atratividade da caderneta a partir de novembro. Ele acredita que as medidas para aumentar a atratividade dos FIFs atingirão tanto os de 30 dias como os de 60 dias, mas ressalta que os incentivos mais firmes deverão ser dirigidos para os fundos de 60 dias. "Isso tende a levar a um alongamento no prazo das aplicações", diz. Para enfrentar a caderneta, afirma, os administradores de fundos têm dois caminhos para aumentar a rentabilidade das carteiras. "Um deles é reduzir tremendamente a taxa de administração." Segundo Brasil, se, em novembro, a taxa do CDB for de 1,5%, os fundos de 60 dias só serão competitivos frente à caderneta se a taxa de administração cair para 1,2% ao ano. Hoje, a taxa média está entre 2,8% a 3,6% ao ano. "A redução tende a ser gradual", ele diz. Outra opção, afirma, é alterar o perfil da carteira dos fundos, tornando-as mais agressivas, com aplicações em derivativos (mercados futuros, de opções, etc.), por exemplo. Caderneta - Com rendimento mais elevado, a caderneta poderá ganhar a preferência dos aplicadores por outro motivo: segurança, diz um profissional do mercado de fundos. A caderneta tem a proteção do seguro- depósito para saldo de até R$ 20 mil. Em caso de quebra do banco, o poupador pode sacar, de imediato, até esse limite. Já os fundos de investimento não são cobertos por esse seguro.


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